Candinho se lembra que, pelo menos uma vez, Etelvina comentou, cheia de bom humor, como ela tinha sido pedida em casamento: teria sido, talvez, no interior de São Paulo, a meio caminho entre as Minas Gerais, estado de origem de todos eles, e o Norte Pioneiro, onde acabariam por se instalar, não dá mais para saber. Tinha sido vários anos antes, num começo de tarde quente. Ela estava nos fundos da casa da propriedade do pai, limpando a cozinha de chão batido com a vassoura de piaçava, enquanto ele estava na varanda, levando uma prosa com um moço que havia chegado um pouco antes. Ela conhecia aquele moço de vista e sabia que ele era o Cândido Coelho, filho do José Coelho, que era também pequeno agricultor na região. Lá pelas tantas o pai gritou lá da frente: -“Etelvina, vai buscar água na bica.”
Ela então largou o que estava fazendo, pegou o balde na porta da cozinha e deu a volta por fora da casa. Quando passava pela frente da varanda percebeu, com o rabo do olho, que o moço que estava sentado ao lado do pai a observava com olhos atentos. Continuou e, alguns passos depois, escutou a voz do pai perguntando: -“Aquela ali serve?” – ao que o moço prontamente respondeu – “Serve sim senhor.”
“- Então vamos tratar o casamento”...
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